sábado, 11 de junho de 2011

MELOFONIA

Não desliguem o cósmico disco.
O unicórnio celeste chifrará
a mãe da baleia azul, que
negra se fará.  Faremos farinha.
Dissipem-se as nuvens do mistério.
Que toda a luz caia sobre o mantra
e buda de água pura ore,
ora, Coralina viveu entre nós.

Muito ovo, muito peixe, muita disritmia,
coré, coré, aleluia, até outro dia.
Viver: há dias diáfanos,
soltos de solidão.
Somente o momento é.
Adispois, o nada, o silêncio.

O FRUTO DA IRA É DOCE

sexta-feira, 10 de junho de 2011

NatUREzA moRTA

É poética a alegria?
A felicidade induz à rima?
Não me perguntem.
Quero a luz de um poema
sóbrio , solto, leve, conciso,
capaz de fruto e raiz.

Iluminado:  Manhãs.

Em vão  busco insight's
na cor poeira gris,
no mar cinza prata,
no horiznote ilhéu  redondoinfinito.
Quero a luz
que sendo  branca  é  arcoíris
e o poema sai  assim.

O FRUTO  DA  IRA  É  DOCE

quarta-feira, 8 de junho de 2011

OFICINA DA PALAVRA

Poesia quero-a na vida,
que a vida seja poesia,
todos os momentos sejam pura poesia.
Viver é poesia.
Estar vivo, conhecer as manhãs
e conhecer as manhas do humano convívio,
conhecer o conhecimento a que cada um se dedica:
eis a poesia.

Poeta, só aprendi a recortar
quadros do eterno contínuo
e oferecê-los a você, que agora me lê,
em palavraspoemas.

O FRUTO DA IRA É DOCE 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

PRAIA GRANDE

Álcool, sexo, tambor
de crioula, de branca,
de toda a fáuna que queima a flora,
mas a mais: Amai-vos!


Entre casarões, paralelepípedos,
a infalível boemia
emprenha teus espaços, paços.


Arde
 dentro
  tropas,
   pastos,
    toscos
     costumes.


Queima
       mármores
                 remotos.


Arde demais. Avis rara.


EM PAR,ÍMPAR

domingo, 5 de junho de 2011

NONATINHO

Morreste algum tempo
estimado camarada.
Teu corcaixão apodrece lentamente,
acredito-te já ossos...
Nada da carne dessangrada.
Nada de oríficios.
Cinco.
Um. Dois. Três. Quatro. Cinco.
Tocaia maldita (Besta Fera o latifúndio).
Um imenso cortejo. 
Levamo-te ao teu último plantio.
Semente aos olhos oculta, espreita.

Incorpora-te tranqüilo à terra, mortoamigo.
Tua memória faz jus à rebeldia.

EM PAR,ÍMPAR

quinta-feira, 2 de junho de 2011

PATERNIDADE

O futuro é uma bola
de hidrogênio
ou nêutron,
de cristal
ou que gira, gira, gira.

O futuro é uma incógnita
equação irresolvível,
x desconhecido
que se cogita,
agita, pica.

EM PAR, ÍMPAR

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A Lua

A lua
(
oculta nas trevas,
assistiu-nos nus,
muda
(transparente burla)
colou-nos crus,
)
partiste-te:
queimei-me nau soturna.

EM PAR, ÍMPAR